O tratamento utilizado na preservação digital envolve uma estratégia de adaptação cuja finalidade é indicar o problema a ser corrigido e indicar possíveis soluções. As informações digitais são vulneráveis a dois grandes problemas: a falta de padronização do formato do arquivo e a qualidade do objeto físico onde os dados são armazenados. O primeiro problema lida basicamente com as atualizações dos softwares e com o processo de portabilidade do arquivo. O segundo problema lida com a defasagem e envelhecimento do hardware, com o desgaste de CDs e DVDs e com a qualidade do lugar onde tais mídias são guardadas.
Uma vez detectados quais são os principais problemas da preservação digital, as estratégias de correção devem ser aplicadas em um projeto de preservação cujo objetivo é evitar a perda de dados digitais e possibilitar o livre acesso a esses dados. Segundo Arellano (2004), as estratégias técnicas de preservação implicam custos e cronogramas diferentes, e o processo de preservação requer recursos disponíveis desde o momento da criação de tal recurso. No momento em que se implanta um novo recurso ou ferramenta, o projeto deve prever imediatamente a manutenção da mesma ao longo do prazo estabelecido nas metas a serem atingidas. O processo de arquivamento digital necessita de investimentos contínuos e freqüentes para superar a obsolescência rápida produzida pelas mudanças e atualizações tecnológicas.